Como o Google fomenta e lucra com o racismo Pesquise no Google por “garotas negras”: o que você encontra? Termos sexualmente explícitos provavelmente aparecerão como os principais resultados. Mas, se você digitar “garotas brancas”, os resultados serão radicalmente diferentes. Os sites pornográficos sugeridos e frases como “por que as mulheres negras são tão atrevidas?” ou “por que as mulheres negras são tão zangadas?” apresentam um retrato perturbador da feminilidade negra na sociedade moderna. Em Algoritmos de Opressão, Safiya Umoja Noble desafia a ideia de que mecanismos de pesquisa como o Google oferecem igualdade de condições para todas as formas de ideias, identidades e atividades. A discriminação de dados é um problema social real; Safiya Noble argumenta que a combinação de interesses privados na promoção de certos sites, juntamente com o status de monopólio de um número relativamente pequeno de mecanismos de pesquisa na internet, leva a um conjunto tendencioso de algoritmos de busca que discriminam pessoas negras, especificamente mulheres. Através de análises textuais e de mídia, bem como de uma extensa pesquisa sobre publicidade on-line, a autora expõe uma cultura de racismo e sexismo. À medida que os mecanismos de pesquisa e suas empresas crescem em importância, operando inclusive como um importante veículo para o aprendizado do ensino fundamental e médio, a compreensão e reversão dessas tendências inquietantes e práticas discriminatórias é de extrema importância. Um relato original, surpreendente e perturbador do preconceito na internet.

Algoritmos da opressão

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