Eles vivem em Madri nos dias de hoje. Ela é arquiteta, tem medo de fazer projetos para o futuro e busca algo que não consegue (ou não sabe direito) definir. Ele escreve ensaios, está com ela há cinco anos e nunca pensou em ficar solteiro novamente, ainda mais em um novo "mercado" sentimental no qual se sente deslocado e mesmo desatualizado.
Pelas rachaduras de seu colapso como casal imiscuem-se as amizades, seus conselhos e suas vidas — quase sempre com muito mais dúvidas do que certezas. É a "geração Tinder", em que uma pessoa elimina toda e qualquer possibilidade de aproximação com outra em apenas um passar de dedo. Uma geração em que todas as vidas estão expostas e, no limite, todos parecem desencantados e sem objetivos.
Os estertores e o fim de um casal também dizem muito sobre um momento histórico e uma série de ideias vigentes sobre o afeto. E a radiografia desse tempo é difícil: mães e pais que se sentem obrigados a performar, novas tecnologias que parecem reinventar a intimidade, experimentos de criação de uma autoimagem para outros que muitas vezes nem sequer conhecemos. Ela e Ele, agora com quase quarenta anos, começam a habitar esses novos espaços possíveis em paralelo, sem lágrimas românticas mas com um forte anseio misterioso de que talvez um dia seus caminhos voltem a se encontrar.

Amanhã teremos outros nomes

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