Em 2015, Rafael Fontana se mudou para a China para trabalhar como professor na Universidade de Hebei, província próxima a Pequim. Em poucas semanas, havia se integrado àquilo que batizou de festas da fraude: eventos em que os estrangeiros eram contratados e apresentados como autoridades em assuntos diversos para a população local. E a China de mentira ia se descortinando na sua frente.

Com a experiência de jornalista, decidiu investigar a fundo os tentáculos do Partido Comunista na vida dos chineses. Formou então uma rede de contatos, oriundos de diversas partes do mundo, dentro e fora do país, que colaboravam com informações em tempo real. De volta ao Brasil, foi contratado pela gigante chinesa do 5G Huawei, o que completou seu pacote de dados sobre a ação do PCCh no mundo.

O que ele traz aqui pode ser comparado a uma bomba, já armada, e próxima de explodir. Sua investigação é um alerta para todos os países – especialmente o Brasil –, sobre questões de segurança e os mecanismos que a ditadura desenvolveu para minar democracias, controlar informações e expandir seu projeto totalitário para além de suas fronteiras

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