O compositor, baixista, violonista, cantor, produtor e desenhista Rodrigo Santos lança pela editora Caçadores de Sonhos, seu primeiro livro de ilustrações e letras autorais.

Meu Navio é o Tempo, (título de uma letra, lançada no álbum Livre, de 2020) reúne desenhos do cantor, feitos entre fevereiro e maio de 2022 e letras compostas ao longo de sua carreira.

O desenho entrou em sua vida, ainda menino, quando fazia terapia e naquele momento, tornou-se a sua forma de expressão.

Admirador do traço de ilustradores como Roger Dean (das capas dos discos da banda de rock progressivo Yes); de Heinz Edelmann (da animação Yellow Submarine); mas também de Hergé (Tintin) e Goscinny (Asterix), passava as tardes criando novas histórias e ilustrações para os personagens. Flamenguista, frequentava o Maracanã levado pelo irmão mais velho, Renato, e, entre 1978 e 1984, desenhou todos os gols de seu time. Essa coleção de desenhos, conservada até hoje, já foi exibida em programas de TV, como o Globo Cor Especial apresentado por Paula Saldanha nas tardes da TV Globo e para alguns dos autores dos gols, que se emocionaram com a homenagem.

O desenho e a música sempre caminharam lado a lado ao longo da sua trajetória.

Em 2009 colocou no papel o que desejava como capa para o seu álbum "O Diário do homem invisível", ideia que foi reproduzida pelo fotógrafo Daryan Dornelles, tendo como cenário a Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. Ilustrou também seus textos no Blog A história do Rock, hospedado no site da MTV.

Em 2021, durante a pandemia, gravou o álbum Simples, tendo a capa sido desenhada por ele.

“Resolvi abrir o livro com um dos primeiros desenhos de 1973, para dizer que era uma arte que eu já fazia desde pequeno, aos 6,7 anos enquanto frequentava a terapia. Era a minha forma de expressão. Depois, veio a música junto com a primeira letra que fiz para a minha irmã, Ana Beatriz, quando comecei a tocar violão e a compor. “Pontua Rodrigo.

Num total de 140 desenhos, essa edição do livro reúne 50 ilustrações e 50 letras e não obedecem a uma ordem cronológica e nem temática. Os desenhos são vivos, coloridos, psicodélicos.

“Um dos motivos de lançar esse livro foi por ser uma coisa nova na minha vida, um desafio novo. Descobri que tinha uma parte parada da infância que era legal mostrar. Eu sempre liguei cor à música. Sempre gostei do nome do grupo A Cor do Som porque desde pequeno, sempre achei que a música tinha cor”. Diz Santos.

Evitar uma leitura psicologizante dos trabalhos é impossível, as imagens se relacionam com consciente e inconsciente, com sonhos. Dessa maneira, livre de qualquer amarra de estilo e forma, e sem compromisso estético com critérios e paradigmas artísticos estabelecidos, Rodrigo cria sua própria arte.

Meu navio é o tempo

R$120.00Preço