O percurso do processo de luto é marcado por idas e vindas - dias melhores, dias piores -, em que cada sujeito está tentando descobrir o que fazer com a perda, a falta e o vazio. O luto vai, volta, melhora, piora, avança, recua, flui, reflui. Estar de luto é estar em compasso de espera, ter paciência com a própria dor, aceitar a tristeza como parte da vida.

Neste livro, Carla Rodrigues aborda o problema do luto, tema que passou a tomar como central na filosofia política de Butler, deslocando-o de categoria clínica para categoria ético-política, sem abrir mão da interlocução com a psicanálise.

Estão reunidos aqui textos elaborados entre 2018 e 2020 e organizados em três partes: “Por que Judith Butler”, “Luto e despossessão” e “Encontros feministas”. A primeira situa o/a leitor/a na maneira como a autora lê Judith Butler, funciona como introdução e guia de leitura para o próprio livro. A segunda discute mais diretamente os aspectos políticos do modo como a filósofa estadunidense faz do direito ao luto um modo de crítica primeiro à biopolítica e depois à necropolítica. A terceira retoma questões feministas que permanecem na obra de Butler. Carla encerra o volume com o ensaio “Do início aos fins do luto”, em que aborda sua experiência pessoal, articulação entre teoria e prática, entre ato e amor.

O luto, operador central da articulação entre ética e política que Carla Rodrigues persegue na obra de Butler, é também trabalho de elaboração pessoal de suas perdas.

O luto entre clínica e política

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