Nesta versão atualizada e ampliada de um pequeno clássico do urbanismo brasileiro ― Folha explica São Paulo (2001) ―, a professora e urbanista Raquel Rolnik apresenta os conflitos, temas e opções políticas que definiram o destino da cidade desde sua fundação, incluindo episódios importantes de nosso passado recente, como a pandemia da Covid-19, a greve dos entregadores de aplicativos de 2020 e o incêndio da estátua do Borba Gato, um ano depois. Organizado em ordem cronológica e enriquecido com mapas e uma lista de todos os prefeitos da cidade, o livro foca momentos-chave de transformação urbana e a gênese dos problemas da metrópole. De forma acessível, Rolnik alia a complexidade do pensamento crítico à linguagem direta e simples de uma acadêmica que soube ultrapassar os limites da universidade para dividir sua pesquisa com a cidade que estuda e com o mundo. É o que confirma o prefácio à nova edição, assinado pelo rapper Emicida. Em um texto primoroso e comovente, no qual o artista ilustra processos descritos pela autora com a própria experiência pessoal, Emicida subscreve a tese de Rolnik de que nossa desigualdade é fruto de um projeto político, mas, assim como ela, enxerga seu potencial de transformação: “nosso constrangedor abismo social e o gargalo no qual nos encontramos foram escolhas, assim como construir um futuro melhor também vai precisar ser”.

São Paulo: o planejamento da desigualdade

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