A partir da própria experiência e falando especialmente para o leitor que jamais esteve dentro de uma redação, Caio Túlio Costa, Cristina Tardáguila, Helena Celestino, Luciana Barreto, Marina Amaral, Merval Pereira e Pedro Bial se debruçam sobre o ofício do jornalismo, seus conceitos e formas de trabalhar, refletindo não só sobre os desafios do momento atual, mas também sobre o esforço continuado da imprensa em vencê-los.

Tempestade perfeita reúne ensaios que percorrem desde a necessidade urgente de se ampliar a representatividade na cobertura jornalística, pautada majoritariamente por homens brancos de classe média, até a reinvenção do próprio modelo de negócio, frente à concorrência dos meios digitais, com novas formas de distribuição e financiamento. Não ficam de fora temas cardeais como a liberdade de expressão; os ataques coordenados de desinformação e agressões contra jornalistas, exacerbados pela polarização e por governos populistas; o falso dilema entre neutralidade e clareza moral; a onda de relativismo disfarçado de argumentação política; e a ética e a responsabilidade inerentes ao jornalismo independente, entre outros.

Sem adulação, com olhar crítico e, principalmente, com o vigor de quem escreve diretamente do front, a coletânea compõe um recorte plural, porém com uma convicção compartilhada: o jornalismo profissional enfrenta uma crise econômica e existencial, mas está correndo atrás, buscando novos modelos de atuação, tentando se renovar, ciente de que é uma das instituições fundamentais da sociedade democrática. Nesta era, na qual a informação de qualidade é o valor maior, a imprensa não vai perecer. A tempestade perfeita será superada.

Tempestade Perfeita - Sete Visões da Crise do Jornalismo Profissional

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