Quem dentre todos nós, senão o poeta, poderia lidar com isso? Quem compreenderia a necessidade de manter-se em contato, mesmo na noite mais sombria, nas tristes horas noturnas, com isso que existe no seu âmago mais profundo, ainda que ele não seja capaz de nomeá-lo e que, por falta de uma palavra melhor, chamaremos de solidão? Isso que faz seu coração palpitar mais forte e lhe impulsiona numa certa direção apesar de todas as coisas que, às vezes, sendo muitíssimo maiores, parecem ir contra. Deveria ele, então, cruzar as fronteiras desse mundo interior semelhante a uma floresta, densa e escura, escondida dentro dele mesmo, cujo solo, no princípio, muito antes de tudo, lhe é desconhecido, irregular, pedregoso e sobre o qual só se avança em pequenas investidas, percorrendo curtas distâncias e abrindo pouco espaço? Quem iria ao seu lado? Ninguém poderia

Uddyana

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